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domingo, 18 de março de 2012

DOCUMENTÁRIO - PARTE 04

FALE COM ELA
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BUENA VISTA SO
CIAL CLUB
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GRUPO CORPO: UMA FAMÍLIA BRASILEIRA
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JUSTIN BIEBER - NEVER SAY NEVER
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PINA 3D
COMENTÁRIO:
Já tirando o elefante da sala: Pina é uma das coisas mais lindas e incríveis que vi numa sala de cinema.
Após a morte de Pina Bausch, o cienasta Win Wenders (de Asas do Desejo e Buena Vista Social Club) transformou um projeto que estava desenvolvendo com ela em uma magnífica homenagem.
O grupo de bailarinos que trabalhou durante anos com Pina apresenta alguns espetáculos dirigidos por ela (como Café Müller) , e Wenders usa suas câmeras 3D para nos colocar ora na plateia, ora no palco com os artistas, criando um efeito de imersão espetacular.
Os cenários e coreografias são belíssimos, valorizados ainda mais pelas lentes e pela edição de Wenders.
Em outros momentos, re-leituras são propostas pelos bailarinos, gerando intervenções incríveis nos mais diferentes espaços. Nesses momentos, a fotografia também é impressionante, captando a beleza dos movimentos e suas relações com os mais diferentes lugares.
O documentário evita didatismos. Ninguém fala sobre "a história de Pina Bausch". Os bailarinos tem pequenos depoimentos que contam um pouco sobre como era, para eles, trabalhar com ela. Isso e algumas imagens de arquivos compõe a parte mais "documental" do filme.
O que predomina, porém, é a viagem sensorial que Pina propõe, dando ao 3D uma função realmente essencial. E deixar-se levar é uma experiência gratificante.
Um filme impressionante e inesquecível. Eu não consigo pensar em um "senão" para criticar.
Só me lembro e me emociono cada vez mais.

Ps: Se você cansou de esperar e baixou o filme, vá vê-lo de novo em 3D. O filme não deve ter nem metade do impacto sem esse recurso.

quinta-feira, 1 de março de 2012

DOCUMENTÁRIO - PARTE 03

JOGO DE CENA
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AS CANÇÕES DE AMOR

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AS CANÇÕES
COMENTÁRIO: Em Jogo de Cena, Eduardo Coutinho colocou atrizes e mulheres comuns num palco, de costas para a platéia, para contar uma mesma história, criando um panorama sobre a interpretação e a falada "verdade" das pessoas comuns.
Em As Canções, ele muda um pouco este conceito. Colocando os entrevistados (desta vez não há "atores") entrando por um cortina preta e sentando-se de costas para ela, Coutinho definitivamente coloca seus personagens "em cena".
Cada entrevistado apresenta uma canção que marcou sua vida e conta a história que levou-a a criar essa relação.
Parece muito simples: pessoas comuns, sentadas numa cadeira preta, contam suas histórias.
Porém, a complexidade e profundidade que os relatos atingem é de uma emoção demolidora. As músicas escolhidas (Roberto Carlos reina), quando cantadas pelos entrevistados, acertam em cheio na memória emotiva de qualquer um, e a identificação é imediata.
Por isso, e pela incrível dramaticidade de algumas histórias, o choro vem fácil. E rapidamente alterna com um riso solto e gostoso.
Coutinho instiga pouco seus entrevistados, deixando-os à vontade para conduzir suas narrativas.
A edição, que parece simples, cria um encadeamento delicado e ao mesmo tempo violento em algumas das histórias contadas.
O filme levanta a velha discussão do "pessoas de verdade falando para uma câmera são muito mais interessantes do que atores".
Porém, qualquer pessoa age de maneira diferente pertante uma câmera ligada. Ninguém é "ele mesmo". E Coutinho consuma esse fato quando coloca cada convidado para entrar e sair de cena, sentando-se de costas para a tal cortina preta. Teatralidade inata em estado puro.
As Canções é uma coisa linda de se ver.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

DOCUMENTÁRIO - PARTE 02

OS DESAFINADOS+

O BAILE+

COISA MAIS LINDA=

A MÚSICA SEGUNDO TOM JOBIMCOMENTÁRIO:
Fui completamente às cegas conferir A Música Segundo Tom Jobim. Só sabia que era dirigido pelo Nelson Pereira dos Santos (A Terceira Margem do Rio). Depois vi que também é dirigido por Dora Jobim.
O filme acompanha a trajetória de Jobim utilizando apenas algumas fotos e registros em vídeo de apresentações feitas por ele e por outros artistas.
Aí somos surprpeendidos por Judy Garland, Mina, Sammy Davis Jr., Frank Sinatra, Maysa, Chico Buarque e muitos outros. É puro deleite musical.
Tudo isso de forma não cronológica, o que torna a aparição seguinte sempre imprevisível.
Alguns momentos são mágicos, como Tom e Elis cantando "Águas de Março". Elis era incrível segurando seu cigarrinho...
Outros são divertidos, como o momento "Garota de Ipanema Mundo Afora".
Me incomodou um pouco a estrutura um pouco repetitiva e monótona de "vídeos e fotos".
Também senti falta de letreiros indicando quem era os artistas em cada vídeo (essa informação é dada somente nos créditos finais).
Porém, é uma bela homenagem ao mestre da Bossa Nova.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

DOCUMENTÁRIO - PARTE 01

A MARCHA DOS PINGUINS+

OS ANIMAIS TAMBÉM SÃO SERES HUMANOS+

O REI LEÃO=

REINO DOS FELINOSCOMENTÁRIO:
Walt Disney sempre foi um grande realizador de documentários sobre a natureza. Suas equipes faziam maravilhas no Ártico, na savana, onde quer que fossem, rendendo diversas indicações ao Oscar e algumas premiações.
A Disney Nature está retomando esta linha, e um ótimo exemplar é este Reino dos Felinos.
Acompanhamos a rotina de uma família de leões e outra de guepardos. Ambos os grupos tem filhotes e precisam lutar para sobreviver no território selvagem do Quênia.
A edição e a narração constroem uma narrativa simples e emocionante, apresentando conflitos entre as espécies, momentos de ternura, beleza e de grande tensão.
Porém, o filme nunca impõe vilões e mocinhos, evitando maniqueísmos desenecessários. Apenas criaturas que desempenham seu papel de acordo com sua natureza.
As imagens são impressionantes e belíssimas, alternando monumentais espaços abertos com momentos íntimos dos animais na rotina familiar.
É engraçado, poético, tenso e muito emocionante.
E não saia antes dos créditos finais, que reservam uma divertida brincadeira.