MAD MAX
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BRILHO ETERNO DE UMA MENTE SEM LEMBRANÇAS
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WALL-E
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O SEXTO DIA
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INDEPENDENCE DAY
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OBLIVION
CRÍTICA: Depois da recepção morna de Jack Reacher - O Último Tiro, Tom Cruise aposta suas fichas novamente numa mega-produção para arrasar nas bilheterias. Oblivion tem tudo para cumprir este objetivo.
Na trama, passada em 2074, descobrimos que a Terra foi destruída após uma guerra contra uma raça alienígena. Vencemos a guerra, mas os sobreviventes se mudaram para outro lugar do sistema solar. Restaram apenas Jack (Cruise, de Missão: Impossível) e Vica (Andrea Riseborough, de W.E - O Romance do Século). Eles trabalham protegendo dos chamados "saqueadores" as imensas máquinas responsáveis por transformar a água do mar em energia para os sobreviventes. As coisas mudam quando uma nave perdida cai em um local isolado e Jack descobre que tudo no qual acreditou durante a sua vida pode ser uma mentira.
Visualmente o filme é impressionante. Desde o design de todas as traquitanas futuristas (naves, armas) até
as vastas paisagens devastadas (nas quais podemos reconhecer locais reais), tudo contribui para um clima épico e desolador. Algumas referências interessantes como as máscaras dos saqueadores (que lembram ícones pop como Darth Vader ou o Predador) tornam o visual ainda mais rico e interessante.
O diretor Joseph Kosinski (de Tron - O Legado) se sai também muita bem na condução das mirabolantes cenas de ação, e o elenco também entrega interpretações eficientes. Destaque para um Morgan Freeman (Batman Begins) esbanjando fanfarronice.
A trilha sonora incomoda um pouco. É tão alta e "triunfante" que em alguns momentos ofusca a cena, tornando-se irritante. Um pouco de parcimônia teria sido bem útil neste departamento.
Mas o verdadeiro "calcanhar de Aquiles" do filme acaba sendo seu roteiro. Propondo uma história extremamente complexa, Oblivion apresenta uma quantidade imensa de perguntas que vão se acumulando sem parar. Ao final a trama está tão confusa que no momento em que as respostas chegam você não tem certeza se tudo foi explicado (nada contra roteiros que deixam perguntas em aberto, mas neste caso me parece apenas descuido).
O epílogo também apresenta um fato que acabou me deixando com um imenso ponto de interrogação na cabeça, levando-me a questionar se toda a jornada de descobrimento de Jack não foi vão.
Assista e tire suas próprias conclusões. Oblivion é bonito, bem-executado e tem uma história interessante. Apenas não se distraia. Você pode ficar mais perdido que cego em tiroteio.
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quinta-feira, 11 de abril de 2013
sábado, 16 de junho de 2012
FICÇÃO - PARTE 10
ERAM OS DEUSES ASTRONAUTAS?
+
STARGATE
+
VAGINA DENTADA
=
PROMETHEUS
CRÍTICA: Prelúdios. Tenho medo deles. George Lucas conseguiu fazer uma trilogia prelúdio para Star Wars... e todo mundo sabe que o resultado foi, na maior parte, vexatório. Aí Ridley Scott, diretor do primeiro Alien, avisa que vai revisitar o universo deste filme com um... prelúdio.
Na trama, passada em 2093 (um ano depois do nascimento da personagem Ellen Ripley. Isso de acordo com a cronologia da saga), a nave Prometheus chega a um estranho planeta com a missão de confirmar a hipótese de que desenhos encontrados nas pinturas de diversos períodos históricos da humanidade seriam um convite para conhecer nossos criadores. Ao chegar, descobrem que a verdade é outra.
As protagonistas são uma cientista que está em busca da verdade, Elizabeth (Noomi Rapace, da versão sueca de Os Homens que Não Amavam as Mulheres) e uma executiva com propósitos corporativos, Meredith (a ótima Charlize Theron, de Monster).
Aí vem o primeiro grande problema do filme. A heroína do filme é Elizabeth, e ela está absolutamente desprovida de qualquer carisma. Não torcemos nem nos importamos com ela, mesmo quando a personagem passa por momentos absolutamente angustiantes. E como falamos de uma saga protagonizada pela inesquecível Sigourney Weaver, a sensação de "não me importo" fica ainda pior.
A direção de arte e os efeitos especiais estão, como esperado, impressionantes. Conseguem trazer novidades e ainda citar os filmes clássicos (a cena da tempestade lembra muito, esteticamente, a de Aliens - O Resgate). Tudo fica ainda mais bonito com o realce sutil do 3D. O design das criaturas e cenários, mais uma vez a cargo de H.R. Giger (da saga Alien original), é também impressionante e cheio de significados.
No plano filosófico, o principal embate é o clássico "ciência vs. Deus". A ciência é representada fisicamente pelo andróide interpretado pelo ótimo Michael Fassbender (de X-Men: Primeira Classe). Afinal, não é Alien se não houver um andróide do qual possamos ter dúvidas sobre o caráter. O conflito está na própria Elizabeth, buscando respostas para seus questionamentos sobre a vida e a morte.
A maternidade, assunto recorrente e importante na saga, também está lá. Alien tratou, de diversas maneiras, de matriarcas defendendo suas crias, e desta vez a coisa é exacerbada de maneira quase exagerada. Todos os monstros que aparecem na tela tem o visual que remete a genitália masculina ou feminina. Qualquer ataque é praticamente um estupro.
Elizabeth ainda protagoniza um cena chocante onde depende dela mesma retirar um organismo alienígena do próprio corpo (praticamente um aborto). Também está lá todo o muco necessário pra lembrarmos de placenta, muita placenta. Definitivamente não é fácil ser mulher nesta saga...
Não convém falar aqui do andamento da trama e da busca das respostas que as personagens buscam para não encher o texto de spoilers.
Quanto as conexões com Alien, é tudo muito sutil. A corporação Weyland está lá, assim como desenhos suspeitos nas paredes e até a sala do Space Jockey. A origem da criatura? Também não convém explicar muito até onde o filme se aprofunda nisso. Mas não espere respostas e conexões muito definitivas... é o que acaba sendo mais frustrante.
O balanço geral é esse: Como filme de ficção, Prometheus é interessante, tenso e engenhoso (apesar de alguns diálogos serem, algumas vezes, reiterativos). Como adendo a saga Alien, é completamente desnecessário. E a maioria dos prelúdios sempre me soa assim.
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STARGATE
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VAGINA DENTADA
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PROMETHEUS
CRÍTICA: Prelúdios. Tenho medo deles. George Lucas conseguiu fazer uma trilogia prelúdio para Star Wars... e todo mundo sabe que o resultado foi, na maior parte, vexatório. Aí Ridley Scott, diretor do primeiro Alien, avisa que vai revisitar o universo deste filme com um... prelúdio.
Na trama, passada em 2093 (um ano depois do nascimento da personagem Ellen Ripley. Isso de acordo com a cronologia da saga), a nave Prometheus chega a um estranho planeta com a missão de confirmar a hipótese de que desenhos encontrados nas pinturas de diversos períodos históricos da humanidade seriam um convite para conhecer nossos criadores. Ao chegar, descobrem que a verdade é outra.
As protagonistas são uma cientista que está em busca da verdade, Elizabeth (Noomi Rapace, da versão sueca de Os Homens que Não Amavam as Mulheres) e uma executiva com propósitos corporativos, Meredith (a ótima Charlize Theron, de Monster).
Aí vem o primeiro grande problema do filme. A heroína do filme é Elizabeth, e ela está absolutamente desprovida de qualquer carisma. Não torcemos nem nos importamos com ela, mesmo quando a personagem passa por momentos absolutamente angustiantes. E como falamos de uma saga protagonizada pela inesquecível Sigourney Weaver, a sensação de "não me importo" fica ainda pior.
A direção de arte e os efeitos especiais estão, como esperado, impressionantes. Conseguem trazer novidades e ainda citar os filmes clássicos (a cena da tempestade lembra muito, esteticamente, a de Aliens - O Resgate). Tudo fica ainda mais bonito com o realce sutil do 3D. O design das criaturas e cenários, mais uma vez a cargo de H.R. Giger (da saga Alien original), é também impressionante e cheio de significados.
No plano filosófico, o principal embate é o clássico "ciência vs. Deus". A ciência é representada fisicamente pelo andróide interpretado pelo ótimo Michael Fassbender (de X-Men: Primeira Classe). Afinal, não é Alien se não houver um andróide do qual possamos ter dúvidas sobre o caráter. O conflito está na própria Elizabeth, buscando respostas para seus questionamentos sobre a vida e a morte.
A maternidade, assunto recorrente e importante na saga, também está lá. Alien tratou, de diversas maneiras, de matriarcas defendendo suas crias, e desta vez a coisa é exacerbada de maneira quase exagerada. Todos os monstros que aparecem na tela tem o visual que remete a genitália masculina ou feminina. Qualquer ataque é praticamente um estupro.
Elizabeth ainda protagoniza um cena chocante onde depende dela mesma retirar um organismo alienígena do próprio corpo (praticamente um aborto). Também está lá todo o muco necessário pra lembrarmos de placenta, muita placenta. Definitivamente não é fácil ser mulher nesta saga...
Não convém falar aqui do andamento da trama e da busca das respostas que as personagens buscam para não encher o texto de spoilers.
Quanto as conexões com Alien, é tudo muito sutil. A corporação Weyland está lá, assim como desenhos suspeitos nas paredes e até a sala do Space Jockey. A origem da criatura? Também não convém explicar muito até onde o filme se aprofunda nisso. Mas não espere respostas e conexões muito definitivas... é o que acaba sendo mais frustrante.
O balanço geral é esse: Como filme de ficção, Prometheus é interessante, tenso e engenhoso (apesar de alguns diálogos serem, algumas vezes, reiterativos). Como adendo a saga Alien, é completamente desnecessário. E a maioria dos prelúdios sempre me soa assim.
sábado, 26 de maio de 2012
FICÇÃO - PARTE 09
MIB - HOMENS DE PRETO
+
DE VOLTA PARA O FUTURO
+
APOLLO 13
=
MIB - HOMENS DE PRETO 3
CRÍTICA: Demorou um bom tempo para que os envolvidos na fanquia MIB retomassem a saga dos agentes J e K. Isso porque o segundo filme, de 2002, resultou completamente esquecível e não rendeu o esperado. Dá pra entender o receio de um astro como Will Smith em voltar a "saga". Mas todos toparam retornar com a missão de devolver alguma dignidade a franquia. E (quem diria) foram bem sucedidos.
Em MIB 3, o terrível vilão Bóris (Jemaine Clement, da série Flight of the Conchords) escapa da prisão e viaja ao ano de 1969 para eliminar o agente K (Tommy Lee Jones, de Capitão América - O Primeiro Vingador) enquanto ele ainda é jovem e destruir a Terra. O único que pode impedir a tragédia é o agente J (Will Smith, de Hancock), que volta no tempo também e tem como aliado a versão jovem de K (Josh Brolin, de Onde os Fracos Não Tem Vez).
Tramas envolvendo paradoxos temporais são complicadas, pois é muito fácil para qualquer roteirista se perder nos meandros da questão e transformar tudo numa chatice. Neste caso, felizmente, a maior parte da história faz sentido.
Aliás, o melhor do filme é a parte do passado. A direção de arte faz a festa, e o maquiador Rick Baker (Oscar de maquiagem por O Lobisomem, entre outros) pôde se divertir a valer criando alienígenas a partir da aparência que eles tinham nos filmes da época (ou seja, muita gente com aquários na cabeça). Uma ótima ideia e uma deliciosa homenagem.
Também sobram ótimas piadas envolvendo a origem alienígena de gente como Mick Jagger e até Andy Warhol (uma grande sacada do roteiro).
Mas o grande trunfo de MIB 3 é mesmo Josh Brolin. Sua interpretação de um jovem Tommy Lee Jones é impressionante, fazendo-nos esquecer rapidamente que estamos vendo outro ator em seu lugar. Um trabalho divertidíssimo.
Will Smith continua transbordando carisma e graça e conduz o filme com extrema desenvoltura, seja em 2012 ou em 1969.
Clement está assustador como o vião Bóris, conseguindo uma boa atuação mesmo embaixo de toneladas de efeitos especiais (que continuam ótimos, por sinal). Já Emma Thompson (de Razão e Sensibilidade) tem algumas boas cenas, mas é logo descartada pelo roteiro e poderia ter rendido muito mais.
No terceiro ato, ainda temos algumas revelações sobre o passado de J que podem soar um pouco piegas (confesso que eu até dei uma choradinha), mas levam a relação das personagens a um outro patamar. Pode render coisas interessantes numa quarta parte da franquia (será?).
Alguns buracos no roteiro, como o personagem que promete contar algo a Smith quando ele voltar ao presente mas nem sequer é citado no epílogo, não estragam o bom desenrolar da história.
No geral, o filme é divertido e tem um ótimo ritmo. Como eu disse acima, recupera a dignidade da franquia. Tá bom demais pra uma tarde regada à pipoca e refrigerante.
+
DE VOLTA PARA O FUTURO
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APOLLO 13
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MIB - HOMENS DE PRETO 3
CRÍTICA: Demorou um bom tempo para que os envolvidos na fanquia MIB retomassem a saga dos agentes J e K. Isso porque o segundo filme, de 2002, resultou completamente esquecível e não rendeu o esperado. Dá pra entender o receio de um astro como Will Smith em voltar a "saga". Mas todos toparam retornar com a missão de devolver alguma dignidade a franquia. E (quem diria) foram bem sucedidos.
Em MIB 3, o terrível vilão Bóris (Jemaine Clement, da série Flight of the Conchords) escapa da prisão e viaja ao ano de 1969 para eliminar o agente K (Tommy Lee Jones, de Capitão América - O Primeiro Vingador) enquanto ele ainda é jovem e destruir a Terra. O único que pode impedir a tragédia é o agente J (Will Smith, de Hancock), que volta no tempo também e tem como aliado a versão jovem de K (Josh Brolin, de Onde os Fracos Não Tem Vez).
Tramas envolvendo paradoxos temporais são complicadas, pois é muito fácil para qualquer roteirista se perder nos meandros da questão e transformar tudo numa chatice. Neste caso, felizmente, a maior parte da história faz sentido.
Aliás, o melhor do filme é a parte do passado. A direção de arte faz a festa, e o maquiador Rick Baker (Oscar de maquiagem por O Lobisomem, entre outros) pôde se divertir a valer criando alienígenas a partir da aparência que eles tinham nos filmes da época (ou seja, muita gente com aquários na cabeça). Uma ótima ideia e uma deliciosa homenagem.
Também sobram ótimas piadas envolvendo a origem alienígena de gente como Mick Jagger e até Andy Warhol (uma grande sacada do roteiro).
Mas o grande trunfo de MIB 3 é mesmo Josh Brolin. Sua interpretação de um jovem Tommy Lee Jones é impressionante, fazendo-nos esquecer rapidamente que estamos vendo outro ator em seu lugar. Um trabalho divertidíssimo.
Will Smith continua transbordando carisma e graça e conduz o filme com extrema desenvoltura, seja em 2012 ou em 1969.
Clement está assustador como o vião Bóris, conseguindo uma boa atuação mesmo embaixo de toneladas de efeitos especiais (que continuam ótimos, por sinal). Já Emma Thompson (de Razão e Sensibilidade) tem algumas boas cenas, mas é logo descartada pelo roteiro e poderia ter rendido muito mais.
No terceiro ato, ainda temos algumas revelações sobre o passado de J que podem soar um pouco piegas (confesso que eu até dei uma choradinha), mas levam a relação das personagens a um outro patamar. Pode render coisas interessantes numa quarta parte da franquia (será?).
Alguns buracos no roteiro, como o personagem que promete contar algo a Smith quando ele voltar ao presente mas nem sequer é citado no epílogo, não estragam o bom desenrolar da história.
No geral, o filme é divertido e tem um ótimo ritmo. Como eu disse acima, recupera a dignidade da franquia. Tá bom demais pra uma tarde regada à pipoca e refrigerante.
quarta-feira, 14 de março de 2012
MEGA-PRODUÇÕES - PARTE 07
CONAN - O BÁRBARO
+
AVATAR
+
COWBOYS E ALIENS
=
JOHN CARTER - ENTRE DOIS MUNDOS
COMENTÁRIO: Jogada ousada da Disney lançar uma aventura de ficção científica baseada numa obra literária que não é exatamente conhecidíssima pelo seu público alvo (os jovens).
John Carter é baseado numa série de livros publicada na começo do século XX por Edgar Rice Burroughs (criador do Tarzan) e tem muitos fãs, mas a juventude dificilmente ouviu qualquer coisa sobre o herói.
Na trama, o caubói John Carter (Taylor Kitsch, de X-Men: Origens - Wolverine ) é transportado para Marte, onde envolve-se numa disputa de poder envolvendo duas raças de marcianos (ou barsoonianos, já que em Marte eles não sabem que os terráqueos chamam o planeta de... bem... Marte). A trama parece clichê, mas pare para pensar que Burroughs provavelmente inventou-a.
A Disney é bem sucedida na empreitada porque o filme é muito bem realizado e muito divertido.
Tem ação, humor, aventura, uma fauna diversificada de criaturas bizarras e até mesmo a versão marciana de um cachorro (um bicho adorável, por sinal).
O elenco, se não apresenta nenhum brilhantismo, pelo menos serve bem à história. Falta um pouco de carisma ao protagonista, mas nada que atrapalhe a diversão.
As criaturas digitais são criadas com impressionante perfeição, e após dois minutos já paramos de pensar em sua origem pixelizada (embora isso já tenha acontecido em Avatar).
A direção ficou a cargo de Andrew Stanton (de Wall-E, Procurando Nemo e Vida de Inseto) em sua estreia no cinema live-action. Na verdade, é um filme da Pixar, embora não esteja sendo vedido como tal.
A Disney é mal-sucedida porque o filme custou mais de 250 milhões de dólares (mais a grana da divulgação) e, pelo que vemos nas bilheterias, dificilmente irá se pagar. A culpa pode ser tanto pelo desconhecimento do personagem ou pela falta de um grande astro no elenco.
Uma pena, porque o problema não é a qualidade da produção, que garante duas horas bem divertidas e cheias de ação.
O universo apresentado é muito interessante e eu gostaria de ver mais aventuras de John Carter. Pelo andar da carruagem, parece improvável.
+AVATAR
COWBOYS E ALIENS
=JOHN CARTER - ENTRE DOIS MUNDOS
COMENTÁRIO: Jogada ousada da Disney lançar uma aventura de ficção científica baseada numa obra literária que não é exatamente conhecidíssima pelo seu público alvo (os jovens).John Carter é baseado numa série de livros publicada na começo do século XX por Edgar Rice Burroughs (criador do Tarzan) e tem muitos fãs, mas a juventude dificilmente ouviu qualquer coisa sobre o herói.
Na trama, o caubói John Carter (Taylor Kitsch, de X-Men: Origens - Wolverine ) é transportado para Marte, onde envolve-se numa disputa de poder envolvendo duas raças de marcianos (ou barsoonianos, já que em Marte eles não sabem que os terráqueos chamam o planeta de... bem... Marte). A trama parece clichê, mas pare para pensar que Burroughs provavelmente inventou-a.
A Disney é bem sucedida na empreitada porque o filme é muito bem realizado e muito divertido.
Tem ação, humor, aventura, uma fauna diversificada de criaturas bizarras e até mesmo a versão marciana de um cachorro (um bicho adorável, por sinal).
O elenco, se não apresenta nenhum brilhantismo, pelo menos serve bem à história. Falta um pouco de carisma ao protagonista, mas nada que atrapalhe a diversão.
As criaturas digitais são criadas com impressionante perfeição, e após dois minutos já paramos de pensar em sua origem pixelizada (embora isso já tenha acontecido em Avatar).
A direção ficou a cargo de Andrew Stanton (de Wall-E, Procurando Nemo e Vida de Inseto) em sua estreia no cinema live-action. Na verdade, é um filme da Pixar, embora não esteja sendo vedido como tal.
A Disney é mal-sucedida porque o filme custou mais de 250 milhões de dólares (mais a grana da divulgação) e, pelo que vemos nas bilheterias, dificilmente irá se pagar. A culpa pode ser tanto pelo desconhecimento do personagem ou pela falta de um grande astro no elenco.
Uma pena, porque o problema não é a qualidade da produção, que garante duas horas bem divertidas e cheias de ação.
O universo apresentado é muito interessante e eu gostaria de ver mais aventuras de John Carter. Pelo andar da carruagem, parece improvável.
terça-feira, 13 de setembro de 2011
FICÇÃO - PARTE 08
EU, MINHA MULHER E MINHAS CÓPIAS
+
ALIEN - O 8o PASSAGEIRO
+
PIRATAS DAS GALÁXIAS
=
ALIEN - A RESSURREIÇÃO
COMENTÁRIO: E a ganância nunca tem fim. Após a recepção morna de Alien 3 (e a morte de Ripley, claro), dava-se a franquia por encerrada. Mas eis que, seis anos depois, surge Alien – A Ressureição.
Na trama, Ripley (Sigourney Weaver) é clonada e volta à vida. Porém, seu DNA se misturou ao dos aliens, o que lhe dá super-força e aumenta suas habilidades. Agora ela está numa nave indo em direção à Terra e precisa enfrentar as criaturas com a ajuda de uma andróide (Winona Ryder, de Drácula de Bram Stocker) e um bando de mercenários espaciais liderados por Ron Pearlman (o Hellboy em pessoa).
A novidade é que agora as novas habilidades de Ripley fazem com que ela “simpatize” mais com os aliens, o que deixa a persoangem num interessante dilema: a quem devo minha lealdade?
Uma pena que o diretor Jean-Pierre Jeunet (de O Fabuloso Destino de Amélie Poulain) tornou o filme claro demais. Parece que ele quer mostrar o quanto as criaturas são bem realizadas tecnicamente, e isso tira muito do suspense e claustrofobia que tornam os filmes muito mais assustadores.
O misto de homem-e-alien, que pretendia-se o grande trunfo do filme, não dá medo, beirando o patético.
Resta o carisma da própria Weaver e de Pearlman, ator fetiche do diretor Jeunet.
Infelizmente, fechou a saga como pouca força.
Agora esperemos Prometheus, a volta de Ridley Scott (do 1º filme) ao universo Alien.
+ALIEN - O 8o PASSAGEIRO
+PIRATAS DAS GALÁXIAS
=ALIEN - A RESSURREIÇÃO
COMENTÁRIO: E a ganância nunca tem fim. Após a recepção morna de Alien 3 (e a morte de Ripley, claro), dava-se a franquia por encerrada. Mas eis que, seis anos depois, surge Alien – A Ressureição.Na trama, Ripley (Sigourney Weaver) é clonada e volta à vida. Porém, seu DNA se misturou ao dos aliens, o que lhe dá super-força e aumenta suas habilidades. Agora ela está numa nave indo em direção à Terra e precisa enfrentar as criaturas com a ajuda de uma andróide (Winona Ryder, de Drácula de Bram Stocker) e um bando de mercenários espaciais liderados por Ron Pearlman (o Hellboy em pessoa).
A novidade é que agora as novas habilidades de Ripley fazem com que ela “simpatize” mais com os aliens, o que deixa a persoangem num interessante dilema: a quem devo minha lealdade?
Uma pena que o diretor Jean-Pierre Jeunet (de O Fabuloso Destino de Amélie Poulain) tornou o filme claro demais. Parece que ele quer mostrar o quanto as criaturas são bem realizadas tecnicamente, e isso tira muito do suspense e claustrofobia que tornam os filmes muito mais assustadores.
O misto de homem-e-alien, que pretendia-se o grande trunfo do filme, não dá medo, beirando o patético.
Resta o carisma da própria Weaver e de Pearlman, ator fetiche do diretor Jeunet.
Infelizmente, fechou a saga como pouca força.
Agora esperemos Prometheus, a volta de Ridley Scott (do 1º filme) ao universo Alien.
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
FICÇÃO - PARTE 07
O NOME DA ROSA
+
ALIEN - O 8o PASSAGEIRO
+
FUGA DE ALCATRAZ
+
O HOMEM DA CABEÇA RASPADA
=
ALIEN 3
COMENTÁRIO: Aqui a coisa degringolou um pouco. Agora nas mãos de um ainda desconhecido David Fincher (Seven, A Rede Social), a franquia enveredou por caminhos tortuosos.
Na trama, após escapar dos eventos de Aliens – O Resgate, Ripley (Sigourney Weaver, de... Alien) cai numa planeta prisão habitado por criminosos perigosíssimos e infestado de piolhos. Um alien também chega ao planeta, dando início a uma série de mortes que tornam a tensão no presídio insuportável. Ripley agora precisa liquidar o monstro antes que os homens da “Companhia” cheguem e levem a criatura para a Terra.
A idéia do filme parece ser voltar ao clima mais claustrofóbico do primeiro Alien, mas com um toque “medieval”. O planeta prisão é praticamente desprovido de tecnologia, mostrando uma sociedade onde os presos vivem apenas para sua própria e estranha fé. Ou seja, não existem armas modernas para lutar, apenas facões e fogo. A idéia é interessante, e a dinâmica dos personagens apresenta muita tensão (principalmente sexual) em torno da figura de Ripley.
O maior problema da produção são os efeitos especiais. Mesmo este filme sendo produzido 13 anos depois do primeiro, os efeitos da criatura são, em geral, de péssima qualidade. Uma nova tentativa de efeito ótico torna o monstro muito artificial e pouco assustador.
Outra "bola fora" dos roteiristas foi ter praticamente eliminado todos os personagens que James Cameron criou tão bem no filme anterior. Entendo que Ripley deve ser uma solitária, uma "estranha em terras estranhas", mas tudo soa muito brusco e forçado.
Resta o grande drama de Ripley (SPOILER): ela está grávida de uma nova rainha alien. Ou seja, ela precisa não apenas eliminar o alien, mas a si própria. É a única maneira de eliminar a criatura para sempre.
Isso torna a personagem muito mais ousada, numa vibe “nada a perder” que deveria deixar o filme ainda mais tenso.
Mas todos os boatos envolvendo as brigas entre Fincher e os produtores parecem ter se confirmado. O filme é estranho e tem problemas de ritmo.
Porém, não é de maneira nenhuma um filme ruim. A franquia mantém sua tradição de contratar diretores que trazem uma visão própria deste universo. Pena que, neste caso, a visão do cineasta, que teve que reeditar o filme, tenha se comprometido.
A morte de Ripley parecia o fim de uma das melhores saga de ficção do cinema. Mas como veremos a seguir, nunca duvide da ganância dos executivos de Hollywood...
+ALIEN - O 8o PASSAGEIRO
+FUGA DE ALCATRAZ
+O HOMEM DA CABEÇA RASPADA
=ALIEN 3
COMENTÁRIO: Aqui a coisa degringolou um pouco. Agora nas mãos de um ainda desconhecido David Fincher (Seven, A Rede Social), a franquia enveredou por caminhos tortuosos.Na trama, após escapar dos eventos de Aliens – O Resgate, Ripley (Sigourney Weaver, de... Alien) cai numa planeta prisão habitado por criminosos perigosíssimos e infestado de piolhos. Um alien também chega ao planeta, dando início a uma série de mortes que tornam a tensão no presídio insuportável. Ripley agora precisa liquidar o monstro antes que os homens da “Companhia” cheguem e levem a criatura para a Terra.
A idéia do filme parece ser voltar ao clima mais claustrofóbico do primeiro Alien, mas com um toque “medieval”. O planeta prisão é praticamente desprovido de tecnologia, mostrando uma sociedade onde os presos vivem apenas para sua própria e estranha fé. Ou seja, não existem armas modernas para lutar, apenas facões e fogo. A idéia é interessante, e a dinâmica dos personagens apresenta muita tensão (principalmente sexual) em torno da figura de Ripley.
O maior problema da produção são os efeitos especiais. Mesmo este filme sendo produzido 13 anos depois do primeiro, os efeitos da criatura são, em geral, de péssima qualidade. Uma nova tentativa de efeito ótico torna o monstro muito artificial e pouco assustador.
Outra "bola fora" dos roteiristas foi ter praticamente eliminado todos os personagens que James Cameron criou tão bem no filme anterior. Entendo que Ripley deve ser uma solitária, uma "estranha em terras estranhas", mas tudo soa muito brusco e forçado.
Resta o grande drama de Ripley (SPOILER): ela está grávida de uma nova rainha alien. Ou seja, ela precisa não apenas eliminar o alien, mas a si própria. É a única maneira de eliminar a criatura para sempre.
Isso torna a personagem muito mais ousada, numa vibe “nada a perder” que deveria deixar o filme ainda mais tenso.
Mas todos os boatos envolvendo as brigas entre Fincher e os produtores parecem ter se confirmado. O filme é estranho e tem problemas de ritmo.
Porém, não é de maneira nenhuma um filme ruim. A franquia mantém sua tradição de contratar diretores que trazem uma visão própria deste universo. Pena que, neste caso, a visão do cineasta, que teve que reeditar o filme, tenha se comprometido.
A morte de Ripley parecia o fim de uma das melhores saga de ficção do cinema. Mas como veremos a seguir, nunca duvide da ganância dos executivos de Hollywood...
domingo, 11 de setembro de 2011
FICÇÃO - PARTE 06
ALIEN - O 8o PASSAGEIRO
+
PLATTON
+
GLÓRIA
=
ALIENS - O RESGATE
COMENTÁRIO: Após o sucesso do primeiro Alien, uma continuação era óbvia. Mas como fugir da síndrome de Tubarão, clássico que só gerou continuações ridículas? Simples: Chame um diretor novato, que bombou há dois anos com um filminho chamado O Exterminador do Futuro: James Cameron.
E assim surgiu Aliens – O Resgate, o melhor da saga na minha opinião.
Na trama, Ripley (Sigourney Weaver, de... bem... Alien) acorda de uma hibernação de 57 anos e descobre que o estranho planeta por ela visitado no primeiro filme agora tem uma colônia de humanos. Quando a colônia pára de fazer contato, ela vai até com um pelotão de soldados para encontrar sobreviventes. Obviamente, o lugar está tomado por aliens.
Cameron acertou em vários quesitos no filme, tornando o filme memorável.
Primeiramente, mudou de tom. De um filme claustrofobicamente apertado, somos arremessados agora numa colônia enorme, repleta de corredores e espaços imensos por onde os monstros podem circular.
Ele também aumentou dramaticamente o número de criaturas, transformando-as numa verdadeira praga de violentas proporções.
O elenco também é maior Um grupo repleto de personagens carismáticos que inclui um jovem Bill Paxton (Apollo 13), além do inescrupuloso agente da “Companhia” vivido por Paula Reiser (da série Mad About You). Lance Henricken (de O Exterminador do Futuro) também contribui
como o simpático andróide Bishop.
A ação tOMA rumos muito maiores, cortesia do pelotão que acompanha Ripley. Cameron aproveita todo o potencial bélico e cria uma verdadeira zona de guerra, apresentando grandes cenas de ataques e explosões.
E tem mais: a personagem de Ripley ganha um interessante plus com o surgimento da menina Newt, que desperta nela um instinto maternal que também terá conseqüências explosivas. Uma nova faceta da personagem que garantiu a Weaver uma indicação ao Oscar de melhor atriz.
O filme fez um enorme sucesso de público e crítica, que garantiu a continuação da franquia em Alien 3. Mas falaremos disso a seguir....
+PLATTON
+GLÓRIA
=ALIENS - O RESGATE
COMENTÁRIO: Após o sucesso do primeiro Alien, uma continuação era óbvia. Mas como fugir da síndrome de Tubarão, clássico que só gerou continuações ridículas? Simples: Chame um diretor novato, que bombou há dois anos com um filminho chamado O Exterminador do Futuro: James Cameron.E assim surgiu Aliens – O Resgate, o melhor da saga na minha opinião.
Na trama, Ripley (Sigourney Weaver, de... bem... Alien) acorda de uma hibernação de 57 anos e descobre que o estranho planeta por ela visitado no primeiro filme agora tem uma colônia de humanos. Quando a colônia pára de fazer contato, ela vai até com um pelotão de soldados para encontrar sobreviventes. Obviamente, o lugar está tomado por aliens.
Cameron acertou em vários quesitos no filme, tornando o filme memorável.
Primeiramente, mudou de tom. De um filme claustrofobicamente apertado, somos arremessados agora numa colônia enorme, repleta de corredores e espaços imensos por onde os monstros podem circular.
Ele também aumentou dramaticamente o número de criaturas, transformando-as numa verdadeira praga de violentas proporções.
O elenco também é maior Um grupo repleto de personagens carismáticos que inclui um jovem Bill Paxton (Apollo 13), além do inescrupuloso agente da “Companhia” vivido por Paula Reiser (da série Mad About You). Lance Henricken (de O Exterminador do Futuro) também contribui
como o simpático andróide Bishop.
A ação tOMA rumos muito maiores, cortesia do pelotão que acompanha Ripley. Cameron aproveita todo o potencial bélico e cria uma verdadeira zona de guerra, apresentando grandes cenas de ataques e explosões.
E tem mais: a personagem de Ripley ganha um interessante plus com o surgimento da menina Newt, que desperta nela um instinto maternal que também terá conseqüências explosivas. Uma nova faceta da personagem que garantiu a Weaver uma indicação ao Oscar de melhor atriz.
O filme fez um enorme sucesso de público e crítica, que garantiu a continuação da franquia em Alien 3. Mas falaremos disso a seguir....
sábado, 10 de setembro de 2011
FICÇÃO - PARTE 05
2001 - UMA ODISSÉIA NO ESPAÇO
+
FORÇA DIABÓLICA
=
ALIEN - O 8o PASSAGEIRO
COMENTÁRIO: “No espaço, ninguém ouvirá você gritar”. Foi desta forma que o diretor Ridlely Scott (Blade Runner) redefiniu, em 1979, o cinema de horror e ficção-científica.
Na trama, uma nave mineradora desce num estranho planeta para atender um pedido de socorro. Porém, um dos tripulantes (John Hurt, de O Homem Elefante) é atacado por um estranho parasita. De volta à nave, um terrível alienígena brota de seu peito, levando o desespero e a morte para todos os tripulantes.
Comecemos pela criatura, criada pelo pintor surrealista H. R. Giger. Uma perfeita máquina de matar que tem ácido no lugar de sangue, o alien é uma criatura de design bizarramente assustador. Não há maneira de não se apavorar no momento em que sua aparência é revelada.
Aliás, toda a direção de arte do filme cria um clima claustrofóbico brilhante. A nave Nostromo se torna uma casa mal-assombrada espacial, com seus quartos pequenos, cantos escuros e fumaça. Tudo colabora para que a opressão tome conta dos personagens e do espectador.
O elenco está perfeito. Além de Hurt, temos Ian Holm (O Doce Amanhã) e (óbvio) Sigourney Weaver (Uma Secretária de Futuro) como a audaz tenente Ellen Ripley. A atriz está impecável tanto nos momentos dramáticos quanto nas cenas de ação e suspense. Sua personagem, como sabido, tornou-se um aclamado ícone do sci-fi.
Assim como o filme, que gerou várias continuações, sempre nas mãos de diretores autorais.
Esqueça os encontros idiotas com os predadores e reveja este clássico. É garantia de alguns pesadelos.
+FORÇA DIABÓLICA
=ALIEN - O 8o PASSAGEIRO
COMENTÁRIO: “No espaço, ninguém ouvirá você gritar”. Foi desta forma que o diretor Ridlely Scott (Blade Runner) redefiniu, em 1979, o cinema de horror e ficção-científica.Na trama, uma nave mineradora desce num estranho planeta para atender um pedido de socorro. Porém, um dos tripulantes (John Hurt, de O Homem Elefante) é atacado por um estranho parasita. De volta à nave, um terrível alienígena brota de seu peito, levando o desespero e a morte para todos os tripulantes.
Comecemos pela criatura, criada pelo pintor surrealista H. R. Giger. Uma perfeita máquina de matar que tem ácido no lugar de sangue, o alien é uma criatura de design bizarramente assustador. Não há maneira de não se apavorar no momento em que sua aparência é revelada.
Aliás, toda a direção de arte do filme cria um clima claustrofóbico brilhante. A nave Nostromo se torna uma casa mal-assombrada espacial, com seus quartos pequenos, cantos escuros e fumaça. Tudo colabora para que a opressão tome conta dos personagens e do espectador.
O elenco está perfeito. Além de Hurt, temos Ian Holm (O Doce Amanhã) e (óbvio) Sigourney Weaver (Uma Secretária de Futuro) como a audaz tenente Ellen Ripley. A atriz está impecável tanto nos momentos dramáticos quanto nas cenas de ação e suspense. Sua personagem, como sabido, tornou-se um aclamado ícone do sci-fi.
Assim como o filme, que gerou várias continuações, sempre nas mãos de diretores autorais.
Esqueça os encontros idiotas com os predadores e reveja este clássico. É garantia de alguns pesadelos.
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