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quinta-feira, 6 de setembro de 2012

ANIMAÇÃO - PARTE 22

O SEXTO SENTIDO
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A NOITE DOS MORTOS VIVOS
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DEU A LOUCA NOS MONSTROS
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PARANORMAN
CRÍTICA: Umas das melhores coisas de uma animação é que você mergulhar em qualquer gênero. Pode ser um conto de fadas (Enrolados), uma aventura (Procurando Nemo), uma comédia (Madagascar), uma paródia dos filmes de guerra (A Fuga das Galinhas) e até um filme de ação (Os Incríveis). E o talento dos envolvidos pode render filmes inesquecíveis. Pois acaba de chegar a nova animação do mesmo estúdio que fez Coraline e o Mundo Secreto (uma fantástica e sombria aventura). E desta vez é um filme de terror! E ParaNorman é um filmaço!
Na trama, o jovem Norman sofre por ser incompreendido pela família e tachado como esquisito no colégio. O motivo? Ele pode ver e falar com os mortos. Pois o jovem acaba metido numa grande encrenca quando uma maldição traz um bando de zumbis para a cidade e somente ele pode detê-los.
A produção, filmada num belíssimo stop-motion (mesma técnica usada em Coraline e no recente Piratas Pirados), homenageia os filmes de terror B dos anos 50 com muita criatividade e grande senso de humor, valorizando os clichês e as referências visuais da época. Nem o mestre George A. Romero (criador de A Noite dos Mortos Vivos e de todos os cânones dos filmes de zumbi modernos) escapa da brincadeira.
O grupo de amigos de Norman é composto por uma ótima gama de personagens: o amigo gorducho, a irmã adolescente, o atleta meio burro, o valentão e a coleguinha nerd compõe um mosaico que lembra as "gangs" de filmes dos anos 80 como Os Gonnies e Deu a Louca nos Monstros.  O povo da cidade também está cheio de figuras bizarras como a professora de teatro e uma policial histérica. A dinâmica entre eles é divertidíssima.
Mas é no quesito terror que o filme ousa. Sombria e escura, a fotografia da produção mergulha os personagens num clima lúgubre que pode assustar crianças pequenas (Coraline já havia feito isso). Alguns sustos são genuínos, além de uma boa porção de cenas nojentas (afinal, estamos falando de zumbis, né?).
Porém, a alma do filme reside em seu protagonista. Norman é cativante desde a primeira cena e é impossível não se importar com ele. Um verdadeiro excluído e incompreendido por todos, o garoto sofre para aceitar seu destino e aceitar quem é. Por sorte ele tem um amigo como o gorducho Neil (um dos melhores coadjuvantes do ano, sem dúvida) para ajudá-lo a enfrentar o mundo ao seu redor.
Uma ode à amizade e a auto-aceitação (recheada de ação, suspense, ótimos efeitos especiais e um final surpreendentemente emocionante), ParaNorman é a melhor animação do ano até agora. E uma das melhores dos últimos tempos.

sábado, 28 de julho de 2012

AVENTURA - PARTE 38

BATMAN - O HOMEM MORCEGO
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BATMAN E ROBIN
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NOVA YORK SITIADA
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BATMAN - O CAVALEIRO DAS TREVAS RESSURGE

CRÍTICA: Batman é meu herói favorito. Creio que seja porque ele não tem super-poderes. Ele é apenas um bilionário com treinamento e brinquedos caros. Deve ser por isso que nos identificamos mais facilmente com ele. O que o difere do Homem-de-Ferro é que, enquanto Tony Stark é um playboy fanfarrão, Bruce Wayne passa-se por isso para proteger suas identidade. Dois ótimos lados de uma mesa moeda. Dito isso (eu queria apenas extravasar meu amor pelo cruzado de capa), vamos ao filme.
Como superar O Cavaleiro das Trevas, considerado por muitos (eu inclusive) o melhor filme de super-herói já realizado? A segunda parte da saga do homem-morcego tem tudo: um roteiro perfeito, ótimas atuações, um diretor (Christopher Nolan) em pleno domínio de seu ofício e, obviamente, a mais emblemática interpretação para um vilão deste novo século: o Coringa de Heath Ledger. Tudo isso rendeu uma bilheteria assombrosa e até mesmo um Oscar de coadjuvante para Ledger (algo raro em se tratando de um "filme de quadrinhos"). Ou seja: o final da trilogia tornou-se um dos filmes mais esperados dos últimos tempos.      
Na trama, passaram-se oito anos dos acontecimentos de O Cavaleiro das Trevas. Batman (Cristian Bale, de... bom... Batman Begins) não existe mais, e Gotham vive tempos de paz após uma lei inspirada por Harvey Dent (morto no segundo filme). Mas a chegada de um mercenário com um plano terrível, Bane (Tom Hardy, de A Origem) e uma ladra com hábitos "felinos (Anne Hathaway, de O Casamento de Rachel) farão o herói sair da aposentadoria para um último conflito. Do lado da lei, Batman conta agora, além do Comissário Gordon (Gary Oldman, de Drácula de Bram Stocker), com o jovem policial Blake (Joseph Gordon-Levitt, de 500 Dias com Ela) e a executiva Miranda Tate (Marion Cotillard, de Piaf - Um Hino ao Amor).  Parecem muitos personagens novos, não é? E são mesmo. Mas não se preocupe, porque o roteiro do filme é excepcionalmente bem sucedido em dedicar tempo e desenvolvimento para todos eles (algo permitido também pela duração do filme: são 160 minutos que parecem durar meia hora, tamanho o ritmo da película). Após The Dark Knight, Nolan teve carta branca para encerrar sua trilogia como quisesse, e aproveitou muito bem essa oportunidade. O filme exala urgência e drama numa escala épica, levando Bruce Wayne a lugares obscuros e forçando-o a, mais uma vez, encarar seu passado.
Ah, o passado. Ninguém deveria assistir este filme sem antes rever os outros dois. Assumidamente um capítulo final, O Cavaleiro das Trevas Ressurge é um presente para os fãs, amarrando pontas soltas e utilizando-se de detalhes que estarão fresquinhos na sua cabeça se você fizer a revisão. Para mim, foi um prazer extra.
O elenco do filme continua ótimo, valendo destacar suas novas adições. Tom Hardy está imenso e assustador como Bane, passando toda a raiva e loucura da personagem apenas com o olhar. Seu porte físico e interpretação nos convencem de que existe alguém capaz de vencer Batman tanto no quesito "intelecto" quanto no quesito "físico". Gordon-Levitt é puro carisma como o policial Blake, criando uma espécie de relação "mentor-aprendiz" com Batman. Marion Cotillard podia ter mais tempo em cena e, embora tenha extrema relevância para a trama, só ganha seu devido espaço no último ato. Já Hathaway põe abaixo qualquer lembrança da Mulher-Gato de Michelle Pfeiffer (em Batman - O Retorno) e cria uma ladra sexy, carismática, engraçada e de caráter duvidoso. Um espetáculo.
Nolan achou tempo até mesmo para homenagear a antiga série de tv dos anos 60, fazendo seus vilões interromperem seu planos para explicar suas intenções ao herói na hora "H". Uma referência deliciosa.
Como eu já disse, este é o último capítulo de uma mesma história. E a forma como Nolan encerra sua saga é triunfante. Ação, drama, aventura e suspense levam o herói mascarado ao seu derradeiro destino. Após tanto sofrimento, Batman finalmente entende seu real significado e fará de tudo para salvar o povo de Gotham. É um clímax grandioso que nunca deixa de lado os pequenos momentos de seus personagens.
É de impressionar que um filme caríssimo com esse encontre tempo de criar momentos extremamente dramáticos como o diálogo entre Wayne e o mordomo Alfred (Michael Caine, de A Origem) na escadaria da mansão. É lindo de se ver.
Se é o melhor dos três? Isso cada um vai decidir por si só. Eu saí do cinema impressionado, certo de que esta é a melhor saga de um super-herói já contada nas telonas. Uma trilogia que deve entrar para a história como a mais perfeita do gênero.
Aproveite. Vá ao cinema e participe deste momento.








domingo, 4 de setembro de 2011

FILMES DO CORAÇÃO - PARTE 19

A FELICIDADE NÃO SE COMPRA+

NO LIMITE DA REALIDADE=

GREMLINSCOMENTÁRIO:
Somente nos anos 80 veríamos Steven Spielberg produzir um filme como Gremlins. Primeiro, porque o "politicamente correto" não existia. Segundo, porque ele ainda não queria ser um cineasta sério. Sentimos falta desse tempo.
No filme, um jovem ganha de presente de Natal do pai uma estranha criatura (um Moogwai) comprada num antiquário chinês. O jovem precsa obedecer três regras: nunca molhá-lo, nunca expô-lo a luzes fortes e nunca alimentá-lo depois da meia-noite (não é sempre depois da meia-noite?). Claro que isso acontece, e a doce criatura dá origem a um exército de monstros com sede de destruição, bagunça e um senso de humor doentio.
O diretor Joe Dante (de Viagem Insólita) é um dos melhores pupilos de Spielberg, sabendo utilizar efeitos especiais de maneira a beneficiar a narrativa, nunca o contrário.
Se os bonecos animatrônicos dos gremlins são incríveis e ainda impressionam, é no roteiro de Chris Columbus (que depois dirigiria Esqueceram de Mim e Harry Potter e a Pedra Filosofal) que reside o grande trunfo da produção.
Repleto de piadas de humor negro envolvendo velhinhas jogadas pela janela e fornos de microondas, Gremlins simplesmente põe abaixo todas as tradições de "filmes fofos de Natal" que Hollywood já produziu.
É perversamente doentio e maravilhosamente engraçado. Além de assustador, claro. Da primeira vez que vi, tinha oito anos e passei a noite em claro, morrendo de medo daqueles bichos feios cujo senso de humor eu não entendia...

terça-feira, 30 de agosto de 2011

FILMES DO CORAÇÃO - PARTE 18

HAMLET+

BAMBI+

OS ANIMAIS TAMBÉM SÃO SERES HUMANOS=

O REI LEÃO 3-DCOMENTÁRIO:
Cresci numa cidadezinha do interior de Santa Catarina que não tinha cinema. Não vi O Rei Leão na telona (em vídeo, devo ter visto mais de 20 vezes). Por isso, a notícia do relançamento em 3-D me deixou maluco. Corri para conferir.
A saga do leãozinho Simba, cujo pai (o rei) é morto pelo perverso tio Scar em sua sede de poder, ainda mantém o mesmo apelo. Afinal, é um filmaço.
Temos as belíssimas imagens da savana africana, criadas por desenhistas que deviam estar em estado de graça. Uma paleta de cores que é uma festa para os olhos.
O roteiro é afiadíssimo, contando a história do jovem rei de maneira dinâmica, engraçada e muito emocionante, repleto de personagens carismáticos como o afetado vilão Scar.
Questões como o amor ao pai e a responsabilidade por suas ações são aprofundadas de maneira delicada, sem didatismos chatos.
No quesito humor temos Timão e Pumba, escudeiros de Simba e adeptos do estilo de vida que marcou uma geração, o Hakuna Matata.
A trilha sonora de Elton John e Tim Rice apresenta músicas animadas e românticas, embalando a história com grande precisão.
A conversão para 3-D foi discreta, respeitando a obra original em todos os aspectos.
Uma animação que certamente receberia o Oscar se a categoria já existisse em seu tempo (recebeu as estatuetas de canção original e trilha sonora).
Continua um filme divertido, emocional e impactante que ainda hoje é capaz de falar ao espectador de qualquer idade. Comprovei isso observando as criancinhas que se deliciavam na sessão.
Uma obra-prima triunfante, que na tela grande torna-se ainda mais excepcional. E sim, eu chorei várias vezes.

domingo, 28 de agosto de 2011

FILMES DO CORAÇÃO - PARTE 17

ID4 - INDEPENDENCE DAY+

PALHAÇOS ASSASSINOS=

MARTE ATACA!COMENTÁRIO:
Um injusto (pelo menos pra mim) fracasso de bilheteria. E tinha tudo para dar certo. Afinal, o mundo acabava de tornar Independence Day um sucesso arrasador, e Marte Ataca! parecia uma paródia do mesmo (apesar do filme já estar em produção quando ID4 foi lançado).
Na trama, baseada numa coleção de figurinhas dos anos 50, a Terra é invadida por marcianos verdes, cabeçudos e que pronunciam apenas um sílaba: "Ak"! Acompanhamos a destruição do planeta a partir do ponto de vista de diversos personagens que tentam sobreviver ao caos criado pelas criaturas.
O elenco é estelar: Jack Nicholson (Batman), Glenn Close (Atração Fatal), Danny De Vitto (Irmãos Gêmeos), Anette Bening (Os Imorais), Michael J. Fox (De Volta Para o Futuro), Sarah Jessica Parker (Sex and the City) e Pierce Brosnan (007 Contra GoldenEye). E isso só pra ficar no elenco principal, uma verdadeira festa para cinéfilos. Até Pam Grier (Jackie Brown) e Tom Jones estão lá.
O diretor Tim Burton (Edward, Mãos de Tesoura) abandona a estética dark e abraça um colorido tão intenso que chega a doer nos olhos, principalmente nos marcianos, seus discos voadores e armas.
Os marcianos, aliás, tratam a invasão da Terra como um bando de adolescentes mal-educados destruindo um super-mercado. Afinal, eles querem só se divertir.
O elenco atua de maneira engraçadíssima (Nicholson tem dois papéis), emulando a interpretação dos heróis e mocinhas dos filmes de ficção dos anos 50 com grande eficácia. Todos eles baseados em arquétipos do gênero: o presidente idiota, a mocinha em apuros, o general que quer explodir tudo, etc.
Porém, o senso de humor do filme parece não ter agradado ao público, tornando a produção um fracasso de bilheteria.
Pra mim, é uma ótima comédia que ainda se tornará um cult movie, tal qual os filmes B que a inspirou.

domingo, 21 de agosto de 2011

FILMES DO CORAÇÃO - PARTE 16

CIDADÃO KANE+

PLANO 9 DO ESPAÇO SIDERAL=

ED WOODCOMENTÁRIO:
O melhor filme de Tim Burton (do ladinho de Edward - Mãos de Tesoura), esta bela cinebiografia do chamado "pior cineasta de todos os tempos" é uma declaração de amor ao cinema.
No filme, acompanhamos as tentativas de Ed Wood de se consolidar como um diretor de cinema. Para isso, ele cerca-se de atores um tanto estranhos (a apresentadora Vampira, o lutador Thor Johnson) e dirige seus próprios roteiros, que envolvem, monstros, zumbis, cientistas malucos e trocas de sexo.
Ed é interpretado por Johnny Deep (de Piratas do Caribe, aqui na melhor atuação de sua carreira) com impressionante garra e dedidcação. Através dele podemos perceber que ele era não só um cineasta sem muito senso crítico, mas um apaixonado pelo cinema que queria apenas... fazer filmes.
Mesmo lidando com baixos orçamentos, cenários de papelão, patrocinadores metidos e sua tara por usar roupas femininas, Ed Wood nunca sucumbiu. Sua dedicação a sétima arte era inquestionável.
Burton transforma-o numa espécie de Orson Wells dos filmes ruins, criando inclusive um divertido e belo encontro fictício entre os dois nos estúdios da RKO.
Outro fator de imensa beleza do filme é a amizade e admiração que Wood nutre por Bela Lugosi (Marin Landau, de Crimes e pecados, magnífico). Este, relegado ao ostracismo no fim da carreira, encontra em Wood um verdadeiro amigo, proporcionando cenas de grande sensibilidade e humor ("God, Bela!").
O elenco coadjuvante ainda conta como Bill Murray (Os Caça-Fantasmas), Sarah Jessica Parker (Sex and the City), e Patricia Arquette (Amor à Queima Roupa).
Uma fotografia expecional em preto-e-branco e a deliciosa trilha sonora de Danny Elfman completam o pacote.
Ed Wood é um grande filme, e também uma maravilhosa homenagem à todos que amam ver e fazer filmes.
Para terminar, lembre-se das palavras do adivinho que abre o Cidadão Kane de Wood, Plano 9 do Espaço Sideral: "E lembrem-se, meus amigos, que eventos futuros como este irão afetá-lo... no futuro".
Não dá pra não aplaudir!

sábado, 20 de agosto de 2011

FILMES DO CORAÇÃO - PARTE 15

A PEQUENA LOJA DOS HORRORES (1960)+

O TERROR VEIO DO ESPAÇO+

O MÁGICO DE OZ=

A PEQUENA LOJA DOS HORRORESCOMENTÁRIO:
É curioso imaginar que alguém assistiu o filme de A Pequena Loja dos Horrores, dirigido por Roger Corman em 1960, e pensado: "Olha, esta história poderia se tornar um musical da Broadway". E mais ainda que alguém viu o musical da Broadway e pensado: "Olha, este musical poderia virar um outro flme". Pois foi o que aconteceu em 1986.
Na trama, um florista pé-rapado chamado Seymor (Rick Moranis, de Querida, Encolhi as Crianças) encontra uma estranha planta que torna a floricultura de seu chefe um sucesso. Porém, a planta revela-se um ser alienígena que fala, canta e come carne humana. E ela promete tudo que Seymor sempre quis se ele conseguir carne fresca...
O diretor Frank Oz (de Os Safados) manteve a estética "Broadway" do filme, rodando tudo em estúdios em elaborados cenários que exalam um divertido clima fake.
No elenco, Moranis exercita sua persona de "adorável perdedor" ao lado da esquisita Audrey (Ellen Greene, da série Pushing Daisies). Juntos, eles formam um estranho e carismático casal.
O elenco ainda conta com diversas participações especiais que incluem John Candy (Antes Só do que Mal Acompanhado), Bill Murray (Os Caça-Fantasmas) e um espetacular Steve Martin (de O Pai da Noiva), que rouba a cena como um dentista sádico e canastrão.
As canções são um show a parte. Todas são deliciosas e grudam na cabeça rapidamente, principalmente aquelas que contam com um incrível trio de garotas como "backing vocals".
Um exercício de humor negro que não tem a menor vergonha de ser cafona, A Pequena Loja dos Horrores é um dos musicais mais divertidos e despretenciosos de todos os tempos.
Curiosidade: a ótima canção "Mean Green Mother from Outher Space" perdeu o Oscar para "Take My Breath Away", de Top Gun. Fala sério...


segunda-feira, 15 de agosto de 2011

FILMES DO CORAÇÃO - PARTE 14

FIEVEL - UM CONTO AMERICANO+

BABY - O SEGREDO DA LENDA PERDIDA=

EM BUSCA DO VALE ENCANTADOCOMENTÁRIO:
Eu devo minha cinefilia a uma pessoa: Steven Spielberg. Foi ele que, quando eu tinha oito anos (1988) , produziu esta animação que me transformou num apaixonado por dinossauros (como muitas crianças, aliás). A paixão atravessou muitos anos e, em 1993, Spielberg dirigiu Jurassic Park. Foi minha primeira ida ao cinema (na cidade vizinha, pois na minha não havia), e eu fui fisgado. Dos dinossauros ao cinema, tudo pelas mãos do diretor de E.T.
Na trama, um jovem apatossauro chamado Litllefoot se une a outros de diferentes espécies para tentar encontrar um lugar onde pudessem se refugiar das mudanças pelas quais o planeta vinha passando. Nesta jornada, enfrentarão muitos perigos, além de suas próprias diferenças.
O diretor é Don Bluth, ex-animador da Disney que iniciou vôo solo no belo Fievel - Um Conto Americano e ainda faria o delicioso Todos os Cães Merecem o Céu.
A animação é bonita, bem-cuidada, às vezes triste... e assustadora nos momentos certos, apresententando um tiranossauro que só seria superado no quesito horror pelo próprio Jurassic Park.
Os protagonistas são simpáticos e engraçados, uma festa para os apaixonados pela criaturas pré-históricas.
Tudo com o padrão de qualidade da Amblim Entertainment, garantindo um filme emocionante e divertido. Eu assisti mais de 25 vezes (coisa de criança) e sempre paro pra ver quando está passando na tv.
Gerou uma desnecessária franquia de continuações direto para vídeo e dvd.
Mas o primeiro ainda é um marco da animação.

domingo, 14 de agosto de 2011

DIA DOS PAIS

COCOON+

CINCO SEMANAS NUM BALÃO+

OLHA QUEM ESTÁ FALANDO AGORA!+

UM DIA A CASA CAI=

UP - ALTAS AVENTURASCOMENTÁRIO:
Se a Pixar foi ousada ao colocar como protagonista um robozinho que não fala em Wall-E, imagina a nossa cara quando soubemos que o protagonista de Up seria um senhor de 88 anos chamado Carl Fredricksen? Incredulidade seguida de grandes expectativas, claro.
Na trama, Carl é um vendedor de balões aposentado que usa milhões deles para fazer sua casa voar até a América do Sul. O jovem escoteiro Russel acaba embarcando na viagem, e juntos eles vivem aventuras inimagináveis.
Visualmente, o filme é espetacular como sempre. As cenas da casa voadora são de uma beleza e delicadeza de tirar o fôlego, bem como as lindas paisangens da América do Sul.
As personagens são deliciosamente inusitados, como o pássaro Kevin e o cachorro falante Doug. Coadjuvantes divertidos e carismáticos que conquistam no primeiro instante.
Porém, é um filme sobre ausências. Carl perdeu sua amada esposa e luta agora para realizar a viagem dos sonhos dela. Russel é um escoteirinho carente que vê em Carl uma figura paterna como nunca teve antes.
Aliás, nunca o cinema de animação criou uma sequência de abertura tão genial quanto a de Up, mostrando a vida toda de Carl e sua esposa de maneira emocionante e profunda. Aos 10 minutos de projeção eu já estava chorando. E chorei muitas outras vezes.
Up é uma obra-prima inquestionável.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

FILMES DO CORAÇÃO - PARTE 13

ABBA - O FILME+

CASAMENTO GREGO+

OPERAÇÃO CUPIDO=

MAMMA MIA!COMENTÁRIO:
Uma de minhas mais tenras memórias de infância é ouvir minha mãe fazendo a faxina e ouvindo ABBA. Isso já explica anos de memória afetiva relacionada ao grupo sueco.
E eu, realmente, adoro quase todas as canções deles. Tem um romantismo, uma ingenuidade e uma cafonice deliciosas.
E tudo isso está em Mamma Mia! (que, por coincidência, teve estréia mundial no meu aniversário).
Na trama, uma jovem (Amanda Seyfried, de Cartas para Julieta) vai se casar e, na ânsia de conhecer o pai, convida os três ex-namorados de sua mãe (Meryl Streep, de As Pontes de Madison) na esperança de descobrí-lo. Obviamente, tudo dá muito errado.
Uma história como essa combina perfeitamente com as musicas do ABBA, explicando o enorme sucesso que o musical faz na Broadway há mais de 20 anos, e o sucesso do próprio filme.
A ambientação numa Grécia super-iluminada também colabora com o clima "conto-de-fadas" da narrativa.
O elenco diverte-se como nunca. Streep domina a tela e tem momentos divertidíssimos ora sozinha (em Mamma Mia!), ora na companhia de suas amigas Cristine Baranski (de A Gaiola das Loucas) e Julie Walters (de Billy Elliot) em números como Dancing Queen ou Chiquitita.
Solando, ela arranca lágrimas no apoteótico The Winner Takes It All.
Pierce Brosnan (007 contra GoldenEye), Colin Firth (O Discurso do Rei) e Stellan Sarksgard (Exorcista - O Início) também tem bons momentos. No caso de Brosnan, até a ruindade musical e canastrice jogam a favor.
Mas quem reina mesmo são as mulheres. Baranski, eterna coadjuvante, brilha em Does You Mother Know, enquanto Walters tem seu grande momento em Take a Chance on Me.
Um filme pra assistir de coração aberto pois, como o ABBA, é cafona, romântico e ingênuo.
E vai te dar um enorme sorriso no rosto. Quando entrar o bis, você vai cantar junto.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

FILMES DO CORAÇÃO - PARTE 12

A BELA E A FERA+

A PEQUENA SEREIA=

A BELA E A FERACOMENTÁRIO:
Em 1991, a imprensa bradava que “o melhor espetáculo da Broadway do ano estava os cinemas”. Exagero? Eu não acho.
A Bela e a Fera é um desbunde. Depois do renascimento comercial que A Pequena Sereia trouxe para a Disney, este filme consolidou este sucesso.
A história da jovem feita prisioneira por uma criatura monstruosa e a posterior história de amor entre os dois é contada na forma de um deslumbrante musical.
A animação é de um preciosismo enorme, revelando um mundo onde humanos e objetos animados convivem em perfeita harmonia.
O vilão Gaston, com seu machismo canhestro e exacrbado, talvez seja o coadjuvante mais engraçado já criado pelo estúdio.
Foi a primeira animação a concorrer ao Oscar de Melhor Filme, perdendo para O Silêncio dos Inocentes.
Foi também o primeiro desenho da Disney a mostrar personagens sangrando.
É uma feliz reunião de romance, humor, suspense e musical.
Até hoje sei cantar todas as músicas de cor. E revejo o filme pelo menos uma vez por ano.

sábado, 25 de junho de 2011

FILMES DO CORAÇÃO - PARTE 11

ALL THAT JAZZ+

CAGED=

CHICAGO
COMENTÁRIO:
“Estados Unidos invadiram o Iraque! Precisamos de filmes leves! Foi só por isso que Chicago ganhou o Oscar!”
Que argumento estúpido.
Chicago é uma adaptação do musical de Bob Fosse (que dirigiu All That Jazz) e conta a história de Roxie Hart (Renne Zellwegger, de A Enfermeira Betty), aspirante a estrela que mata o amante e, na cadeia, aproveita a fama para ficar famosa. Lá, encontra sua ídola Velma Kelly (Catherine Zeta-Jones, de A Máscara do Zorro) e utiliza os seviços do advogado picareta Billy Flinn (Richard Gere, de Uma Linda Mulher).
Um dos maiores méritos do filme é a concepção dos números musicais. Tudo acontece na cabeça de Roxie, que transforma as situações do cotidiano em sequências que acontecem num palco imaginário de cabaré.
Desta forma, uma entrevista coletiva, um julgamento e a confissão de suas companheiras de cela viram luxuriantes números musicais. Puro "Razzle-Dazzle", como canta Billy Flin.
Adoro Renne, mas o filme é mesmo de Catherine. Sua Velma Kelly é esfuziante e dramática. Uma diva de verdade. Ela sem dúvida mereceu o Oscar de coadjuvante.
Destaque também para John C. Reilly (As Horas) como o marido de Roxie, Sua interpretação patética rende o memorável e melancólico número "Mr. Cellophane".
Quanto ao Oscar daquele ano: Gangues De Nova York? (Sorry, Scorcese. O filme só tem Daniel Day-Lewis). O Pianista? (Não. Rendeu a Polanski o Oscar de diretor, mas definitavente pelo filme errado). O Senhor dos Anéis – As Duas Torres? (Embora seja meu favorito da trilogia, tá longe, gente...). Resta As Horas, o único filme que poderia ter ganho e eu ainda adoraria. É um filmaço, mas falarei dele outra hora).
Ou seja: O musical estava de volta, e em grande estilo. Chicago ainda é uma referência quando se fala em musicais modernos. E o mundo não precisa estar em guerra pra ele ser incrível.